Rodrigo Melgar chega à BMP para acelerar segurança e tecnologia de olho no futuro do sistema financeiro

  • Publicado em: 16 outubro, 2026

Como primeira iniciativa, novo CTO lidera a evolução do Cyber Dome, modelo já aplicado na operação da BMP e que será apresentado ao mercado em 2027

São Paulo, 16 de outubro de 2026. A BMP anuncia a chegada de Rodrigo Melgar como Chief Technology Officer (CTO). Sua primeira missão será acelerar o desenvolvimento do Cyber Dome, modelo que integra segurança cibernética, identidade, prevenção a fraudes, proteção de dados e resposta a incidentes ao fluxo das operações financeiras.

Melgar tem quase 20 anos de experiência em infraestrutura financeira, pagamentos e arquitetura em nuvem, com passagens por Nubank, Santander, Zup, empresa do Itaú, e Digibee. É cofundador da Associação Brasileira de Banking as a Service (ABBaaS), integra o programa AWS Community Builders, foi palestrante no AWS re e possui especialização pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).

O Cyber Dome já acompanha eventos relacionados a Pix, TED, crédito, emissão de Cédula de Crédito Bancário (CCB), cadastro e processos de Know Your Customer (KYC). O modelo continuará sendo aprimorado dentro da operação da BMP e será oferecido a outras empresas do mercado financeiro em 2027. O objetivo é contribuir para elevar o nível de segurança do Sistema Financeiro Nacional.

“Uma vulnerabilidade em qualquer elo pode afetar toda a cadeia de pagamentos e transferências. Estamos começando dentro da BMP, mas olhando para um futuro em que inteligência, sinais de ameaça e mecanismos de proteção possam ampliar a capacidade de defesa de todo o sistema financeiro”, afirma Melgar.

Da identidade ao contexto da operação

A primeira prova de conceito do Cyber Dome ocorreu durante a apuração de movimentações atribuídas ao perfil de uma analista financeira suspeita de desviar quase R$ 2 milhões da BMP. Os controles internos ajudaram a mapear as operações e a reunir as evidências que levaram a instituição a acionar a Polícia Civil. A investigação continua em andamento.

O caso demonstrou, na prática, uma das premissas técnicas do modelo. Autenticar uma pessoa na entrada do sistema não garante que todas as ações realizadas por aquela credencial sejam legítimas. Por isso, o Cyber Dome aplica princípios de Zero Trust e correlaciona continuamente identidade, nível de privilégio, dispositivo, histórico de comportamento e contexto financeiro. Valor, destino, frequência e horário de cada operação são considerados na identificação de desvios de padrão. As decisões e movimentações ficam registradas em uma trilha imutável, o que permite emitir alertas, bloquear transações e reconstruir a sequência dos eventos durante uma investigação.

Até 100 mil eventos por segundo

O núcleo de detecção do Cyber Dome, chamado Tzofe, já opera na BMP com capacidade para processar até 100 mil eventos por segundo. Nos motores de decisão para Pix, TED e crédito, 95% das respostas ocorrem em menos de 20 milissegundos.

A tecnologia permite testar novas regras antifraude sobre até 30 dias de eventos históricos antes de colocá-las em produção. Depois de validadas, essas regras podem ser ativadas em segundos, sem a necessidade de uma nova publicação do sistema.

O ecossistema reúne 44 repositórios e aproximadamente 275 mil linhas de código de aplicação. Na frente de cadastro e relacionamento, foram processadas 294.562 análises. Desse total, 91% resultaram em aprovação automática, 5,7% foram direcionadas para análise humana e 3,3% foram reprovadas automaticamente pelas regras de risco.

Investimento contínuo em segurança

A chegada de Melgar reforça um trabalho contínuo da BMP para aprimorar seus investimentos em segurança, identidade, prevenção a fraudes e proteção de dados. O Cyber Dome reúne tecnologias desenvolvidas pela companhia e ferramentas de segurança, monitoramento e resposta a incidentes que seguem em constante evolução.

Entre os resultados já alcançados, a BMP informa uma redução de 72% no tempo médio de resposta a incidentes. A companhia também afirma que 100% das identidades corporativas estão protegidas por autenticação multifator.

“O Cyber Dome coloca segurança, tecnologia e operação trabalhando sobre a mesma visão do negócio. Esse modelo fortalece a governança, protege nossos parceiros e aprimora continuamente a segurança da BMP”, afirma Marcelo Schucman, COO da companhia.

Segundo Schucman, o investimento em segurança precisa acompanhar permanentemente a evolução da operação. “Não existe escala sustentável sem controles que acompanhem a velocidade e a complexidade do negócio. Eficiência operacional e segurança precisam evoluir juntas.”

A apresentação do Cyber Dome ao mercado, prevista para 2027, permitirá compartilhar um modelo construído e aprimorado na operação da BMP. A proposta é transformar aprendizados individuais em capacidade coletiva de defesa, respeitando as exigências de privacidade, sigilo bancário e governança do setor.

“Não basta proteger apenas uma instituição. Queremos criar condições para que uma ameaça identificada em um ponto gere aprendizado e proteção para toda a rede”, conclui Melgar.

Sobre a BMP

A BMP é um ecossistema financeiro fundado em 1999 que conecta fintechs, empresas de software, marketplaces e companhias de diferentes setores, como varejo, farma, educação e agronegócio, ao Sistema Financeiro Nacional. Por meio de soluções de Banking as a Service (BaaS) e finanças integradas (embedded finance), viabiliza a oferta de um amplo portfólio de produtos e serviços financeiros, incluindo crédito, pagamentos, cartões e investimentos, incorporados às jornadas e aos modelos de negócio de seus parceiros. Com atuação em larga escala, a BMP movimentou aproximadamente R$ 30 bilhões em produtos de crédito em 2025 e reúne mais de 850 parceiros ativos.

Mais informações | FSB Comunicação

Carlos Nascimento
Danieli Massone
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